
Vestir-se é mais do que direito, a escolha de roupas é parte da identidade da pessoa, é como ela quer ser vista pelos outros, afeta a autoestima e também tem impactos na sua segurança: botões, zipper, alguns tecidos e costuras grossas podem causar lesões facilmente evitáveis, como usando ímãs e velcros.
Outra alternativa interessante é o uso de etiquetas em braile especificando o cuidado com as peças, mas também as cores e estampas para que a pessoa com deficiência possa identificar bem que roupa está vestindo.
Destacam-se também a adoção de bolsos e botões grandes para facilitar manuseio, diversificar tamanho de formas de roupas e sapatos, além de adotar materiais que não causem tanto atrito com a pele.
A moda inclusiva vem crescendo ainda timidamente no mercado, porém grandes marcas já investem em linhas de roupas mais inclusivas, isso porque a estimativa mundial é que esse mercado gere nos próximos anos 400 bilhões de dólares.
No Brasil, 4 marcas já se destacam com peças inclusivas e que valem a pena serem conhecidas não apenas pelo trabalho diferenciado, como para incentivar que outros também passem a pensar nesse tipo de design:
Equal Hub Cultural e Moda Inclusiva

Imagem com fundo branco, sobre ela há a foto de uma mulher em cadeira de rodas com as pernas cruzadas, ela é uma mulher branca, de cabelo liso preto e veste uma camisa vermelha, colar com pingente triangular e calça cinza. Ao lado dessa mulher tem o nome Equal com uma linha preta embaixo e atrás dessa mulher tem uma mancha laranja.

Imagem com fundo branco, sobre ela há o logotipo da empresa que consiste de uma letra W azul com um acento circunflexo verde dentro dele. Abaixo do logotipo tem o nome Adaptwear em verde e azul e o texto cinza “Mais fácil de vestir”.

Imagem com fundo branco, sobre ela há um grande B em azul escuro, o círculo de cima esté preenchido de vermelho e o de baixo de amarelo. À direita do B está a palavra “Lado” na vertical e abaixo está escrito “Moda inclusiva”. Abaixo de tudo isso tem uma inscrição em braile não identificada.

Imagem com fundo cinza. À direita, em branco, há o texto “Adapte, a linha de roupas adaptadas da Reserva. À esquerda da imagem há 7 modelos usando roupas pretas, sendo que dois deles estão em cadeiras de rodas: uma mulher negra de cabelos compridos e um homem branco de cabelo curto preto. Outros dois modelos aparecem amputados, uma mulher branca com o cabelo preto tem a mão amputada e um homem branco de cabelo preto tem todo o braço amputado. Os demais não têm deficiências aparentes.
A diversidade de corpos e gostos deve ser contemplada se a moda quiser de fato ser inclusiva. Por essa perspectiva, ainda há muito o que ser feito.
Texto de Sâmia Martins.
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